Primeira-Ministra Takaichi, Excelências, distintos líderes,
Para Timor-Leste, a atual crise energética global não é uma preocupação distante — é uma realidade quotidiana. O nosso sistema elétrico continua fortemente dependente do gasóleo importado, o que nos torna altamente vulneráveis ao aumento dos preços mundiais e a interrupções nas cadeias de abastecimento.
As consequências são imediatas: pressão fiscal crescente, aumento do custo de vida para o nosso povo e uma incerteza cada vez maior na manutenção de um acesso estável à energia.
Embora estas ações proporcionem um alívio a curto prazo, não são soluções sustentáveis. Por isso, saudamos vivamente a abordagem abrangente do Japão — abordando tanto as necessidades urgentes como os desafios estruturais a longo prazo.
No imediato, o acesso ao financiamento para a aquisição de combustível e o reforço das cadeias de abastecimento são essenciais. Para pequenos estados insulares em desenvolvimento como Timor-Leste, tal apoio é crítico para garantir o fornecimento contínuo de eletricidade, proteger as famílias vulneráveis e salvaguardar os sistemas alimentares e agrícolas.
Olhando para o futuro, vemos uma promessa significativa no avanço rumo à AZEC 2.0. Este momento sublinha uma realidade clara: a segurança energética e a transição energética devem caminhar de mãos dadas.
Para Timor-Leste, reduzir a dependência do gasóleo importado através de investimentos em energias renováveis e armazenamento não é apenas uma prioridade ambiental — é um imperativo económico e estratégico.
Agradecemos a parceria contínua do Japão, que já permitiu a eletrificação solar em comunidades rurais. Estamos também a avançar com planos para um grande projeto de energia solar através de um investimento conjunto entre a Itochu Corporation e a Électricité de France (EDF).
Excelências, Timor-Leste está pronto para aprofundar a colaboração com o Japão, parceiros da ASEAN e todas as partes interessadas para alcançar um futuro energético seguro e sustentável.
Arigatō gozaimashita